sábado, 31 de outubro de 2015

OUTUBRO, MÊS DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES



Durante o mês de outubro, a biblioteca da escola João Franco andou em itinerância pelas escolas do 1º ciclo e do pré-escolar do agrupamento e ainda pelas turmas do 5º ano numa atividade comemorativa do mês das bibliotecas escolares, este ano sob o lema “A BIBLIOTECA ESCOLAR É SUPER!”.
A atividade dividiu-se em duas partes: na primeira, apresentou-se a história “Um lobo culto”, na segunda explicou-se aos alunos como é que os recursos educativos estão classificados nas bibliotecas, através da CDU. Os mais velhos ainda tiveram a oportunidade de ver como podem consultar o catálogo da biblioteca online.






quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A guerra do Suez


                                     
29 de outubro de 1956

A 20 de julho de 1956 o presidente nacionalista do Egito, Abdel Nasser, nacionalizou o canal do Suez e  mandou fechar o porto de Eliat.
A 29 de outubro, Israel, com a ajuda militar da França e do Reino Unido, atacou a península do Sinai, território pertencente ao Egito, ao mesmo tempo que paraquedistas franceses e ingleses tomavam  Port-Said.
Foi um acontecimento com muitas consequências: Moscovo ficou satisfeito por os olhares do mundo se desviarem da intervenção soviética contra a revolução democrática húngara, aproveitando, igualmente, para se impor como potência protetora do Egito e dos países do 3º mundo; os Estados Unidos consideraram terem sido ignorados no processo e por isso recusaram ajudar os países beligerantes; o Reino Unido percebeu, definitivamente, que já não era mais a super potência mundial; foi o fiasco total para os países europeus que queriam fazer de polícias daquela região; e a ameaça de utilização de armamento nuclear passou a estar na ordem do dia, e os Estados Unidos e a URSS afirmaram-se antagónicas em muitas, mas não em todas as questões internacionais.
Só em abril do ano seguinte o canal do Suez passou a estar aberto  ao comércio marítimo internacional.
 Atlas das relações internacionais. Dir. Pascal Boniface. Plátano. 1999
Wikepédia. pt
Abdel Nasser apoiado pelo povo

Tropas israelistas na Península do Sinai

Capa de revista de outubro de 1956
 

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

VIAGEM PELAS LETRAS - CIRCO DA LAMA

CIRCO DA LAMA


Hoje a nossa “Viagem pelas Letras” é pela internet. Vamos falar de um blogue: “Circo da Lama”.
Mas não é um blogue qualquer, é da responsabilidade de Bruno Vieira Amaral.
É verdade, o escritor, de apenas 37 anos, ganhou, esta semana mesmo, o prémio José Saramago, com o livro as primeiras coisas, do qual falaremos um dia destes. Hoje tratamos do blogue que contém uma série de histórias, contos, ou artigos de opinião bem interessantes, deste jovem autor.
Chamo a vossa atenção particular para dois contos: “Um velho sentimental” e “Um caso antigo”.
Do primeiro, lemos o princípio:
Com a idade tornara-se sentimental. Falava sobre os filhos. Sobre a infância dos filhos. Dois ou três momentos simbólicos: um jogo de futebol, um passeio no parque de Benfica num domingo de um fim-de-semana prolongado, uma ida à praia, a Sesimbra. Era tudo o que recordava, memórias turvas que não chegavam aos pormenores. Talvez nem tivesse ido a esses lugares com os filhos. Como era possível não se lembrar de mais nada? Pior, como é que era possível recordar-sechegar à infância dos filhos depois de um tão grande esforço da memória? Como é que essas coisas não se confundiam com a sua vida? Chorava. Agora era um sentimental. Fazia confidências que o surpreendiam a si mesmo. Em público, com desconhecidos. Confessava-se. Episódios íntimos. Fazia-o com uma impunidade de velho. Era isso. Estava velho. E sentimental.
Como vê, caro ouvinte-leitor, é imprescindível acompanhar este blogue e, se tem facebook, também pode adicionar este escritor que todos os dias escreve artigos interessantes.
Circo da Lama do muito jovem escritor Bruno Vieira Amaral é o meu conselho deste semana, eu, que sou a Margarida Ferreira.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

5 de outubro de 1910






A 1ª República de Portugal

“Os estragos são insignificantes, a cidade tem beliscaduras”. “Só isso?!” . “Desço ao quartel dos marinheiros: as portas intactas, os vidros intactos” (Brandão, Memórias, II, p.39).
Houve mais baixas civis do que militares. No total registaram-se cerca de 70 mortos e 300 feridos. Dos mortos, só 10 eram militares e 5 polícias. […]
As tropas do Rossio não tiveram uma única baixa mortal. […]. Muitas das vítimas civis tratadas nos hospitais devem ter resultado não da revolução, mas de escaramuças e brigas entre os próprios populares, sobretudo depois do dia 5 (de outubro) quando deixou de haver polícia na cidade e se gerou uma vaga de crimes sem precedentes. (1)

Isolado, odiado por todos, o rei não teve outra alternativa senão partir para o exilo e ficar lá. Depois de 1910 ninguém acreditou seriamente numa restauração monárquica. (1). Assim acabou a monarquia em Portugal, esta última era constitucional.

Desde 5 de outubro de 1910 que Portugal se tornou um país republicano, como eram muitos outros países e alguns há muito mais tempo, como os Estados Unidos.

Bibliografia: (1) História de Portugal . A segunda fundação. Direção de José Matoso. Coordenação de Rui Ramos. Vol. 6, pp.397, 399.