sexta-feira, 29 de maio de 2015

Queda de Constantinopla


Entrada triunfante do sultão Maomé II em Constantinopla

No dia 29 de maio de 1453, o império romano do Oriente desaparece de vez, porque Maomé II, sultão otomano, conquista Constantinopla, grande cidade e de importância mundial, e capital do império, apesar da forte resistência dos bizantinos, comandados pessoalmente pelo imperador Constantino XI.
Constantinopla tinha sido o nome escolhido por todos, em honra do seu imperador fundador Constantino I, imperador do império romano desde 306. Por interesse estratégico, Constantino mandou restaurar e ampliar a cidade de Bizâncio, criando todos os edifícios necessários ao exercício da governação civil, militar e religiosa e em 330 passou a ser a capital do império romano do oriente.
Basílica de Santa Sofia em Istambul
O império romano do oriente sobreviveu durante mais de 1000 anos. Muitos historiadores consideram que a queda de Constantinopla marcou o fim da Idade Média.
Em 1923 é fundada a República  da Turquia e só em 1930 é que Constantinopla passou a chamar-se Istambul.



quinta-feira, 28 de maio de 2015

2º FESTIVAL LITERÁRIO DA GARDUNHA

fotografia de Manuel Abelho

fotografia de Manuel Abelho







O fim de semana passado enriqueceu culturalmente as terras do Fundão e arredores com o 2º Festival Literário da Gardunha.
Abriu ao público 5ª feira, com o workshop de escrita de viagens com Rui Pelejão e Jorge Flores.
6ª feira, Inês Pedrosa apresentou o seu livro Desamparo.
Entre sábado e domingo muitos foram os escritores que conversaram e apresentaram algumas das suas obras, sempre aludindo ao tema escolhido para o festival, “Lugares Imaginários”.
Tatiana Salem Levy, Inês Pedrosa, Nuno Júdice, Valério Romão, Raquel Ochoa, Pedro Eiras, Ana Cássia Rebelo, Susana Moreira Marques, António Valdemar, Ferreira Fernandes, António Valdemar, Ferreira Fernandes, Rui Cardoso Martins, Maria João Fernandes, Gonçalo Salvado, João Morgado, Manuel da Silva Ramos, José Manuel Castanheira, Tânia Ganho e Andrea Zamorano foram os escritores que desfilaram com palavras bonitas e ideias igualmente encantatórias, mostrando que lugares imaginários há muitos e que todos podemos viajar para lá.
Para Nuno Júdice, “a viagem dos escritores é a viagem dentro deles” e Tatiana sublinhou que “é necessário viajar, depois “vira” a realidade para a imaginação”. Quanto aos lugares, “são sempre uma soma dos lugares que a gente viveu ou imaginou”. “A literatura tem esse poder de nos levar a outros lugares antes do avião.”
Salientamos as palavras de Raquel Ochoa, segundo a qual “a realidade ultrapassa a imaginação”. Para o demonstrar afirma que a realidade não cessa de nos surpreender, como é o caso da casa mais rica do mundo, na Índia, que é um prédio, com heliporto e todas as comodidades, 600 empregados e a vista para a grande favela junto ao aeroporto, coisa que ninguém poderia imaginar!
Ana Cássia partiu da insónia para, depois de viajar por muitas palavras e por muitos lugares imaginários, achar que um lugar imaginário, referido por um amigo, que lhe curava a insónia, só podia vir de um livro.
Retomando a realidade, Pedro Eiras referiu que “o real é apenas um dos lugares possíveis. Se calhar nem é o melhor.”
João Morgado, escritor natural da Covilhã, que lançou o seu livro Vera Cruz, recentemente, viaja até à sua infância na ruralidade da casa dos seus avós para dizer que a sua “primeira ficção foi criar diálogos entre as sombras” que via. Com nostalgia, refere-se carinhosamente ao facto de ter ouvido na rádio “os grandes clássicos à luz dos candeeiros a petróleo”.
Mais tarde, João Ricardo Pedro retomaria este mesmo tema ao afirmar que “os lugares de infância de cada um tornam-se lugares imaginários. Muita da inspiração que teve no seu ainda único livro O teu rosto será o último foi buscá-la à sua infância, quando passava férias em São Miguel d’Acha  e ouvia as mesmas histórias, contadas pelas mesmas pessoas, ano após ano, no lagar de azeite da aldeia. Quanto ao escritor, este foi o seu primeiro contacto com a literatura.
Manuel João Ramos, antropólogo, amante da Etiópia, para onde viaja anualmente e onde recolhe histórias da sua literatura oral, introduz no festival a ideia de que nós vivemos numa “bolha” que é a Europa e que não traduz, de modo algum, o mundo. “A vida fora da bolha é infinitamente complicada.”
Em pleno piquenique literário, José Manuel Castanheira apresentou o seu livro da viagem que fez com o seu filho por terras italianas, intitulado Viagem a Itália.
Na noite de sábado, Alexandre O’Neil foi homenageado com a peça “Portugal meu remorso”, com direcção artística e interpretação de João Reis e Ana Nave.
Enfim, o 2º Festival da Gardunha, com o tema “lugares imaginários”, proporcionou, ao longo de três dias, várias viagens em que, sem sair do mesmo lugar, pudemos entrar numa multiplicidade de lugares, todos eles imaginários, por força dos livros e de quem os escreve, para bem de todos.
Ler os livros dos autores participantes neste festival será ainda uma outra viagem, maior ainda do que aquela que foi estar presente no evento e que propomos a todos os nossos seguidores.



sábado, 16 de maio de 2015

MORREU BB KING



Ontem, dia 15 de maio, morreu Riley  Ben King, mais conhecido por BB King, aos  89 anos, aquele que é considerado um dos principais músicos de blues de sempre.

https://www.youtube.com/watch?v=tqr4yq3E5ow

http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/morreu-bb-king-lenda-do-blues-1695694

quinta-feira, 14 de maio de 2015

100 ANOS DE ORPHEU



O Museu Arqueológico José Monteiro, no Fundão, inaugurou ontem a exposição “100 anos de Orpheu”, que decorrerá até ao dia 7 de julho e que contempla visitas guiadas a turmas, de acordo com as solicitações.






sábado, 9 de maio de 2015

Dia 9 de maio - Dia da Europa

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Votaire na corte do rei da Prússia Frederico II (1740-1786)

A Europa não foi o berço da humanidade nem do engenho humano, mas foi o berço da cultura ocidental de base greco-latina. Foram as civilizações antigas da Grécia, primeiro, e de Roma, a seguir, que forneceram todo o substrato ao desenvolvimento cultural dos povos europeus ao longo da sua História.
A Europa influenciou todo o mundo desde muito cedo através dos fluxos de produtos físicos e culturais e de serviços de naturezas variadas que estabeleceu com outros povos de outras terras. As cruzadas da Idade Média, tal como os viajantes europeus que chegavam à China para fazer comércio, são alguns exemplos.
 A Europa, desde cedo, fez de si o centro do mundo, até, pelo menos, ao fim da II guerra mundial, através, quer das descobertas científicas, das inovações tecnológicas, da criação e expansão das universidades, com crescimento notável a partir da descoberta da imprensa por Gutemberg, quer dos Descobrimentos por via marítima, do comércio mundial de produtos e pessoas, da revolução industrial, do nascimento de novas ciências e novas criações culturais, passando pela expansão da produtividade agro-pecuária, pela descoberta da eletricidade e da rádio e do cinema, pela invenção das vacinas, e acabando, o séc. XX, com duas guerras mundiais, mas também com a queda do muro de Berlim e o euro.
Se deixarmos de nos interessar pelo nosso destino coletivo, então, estamos a condenar a Europa à invisibilidade mundial.
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D. Quixote de La Mancha e Sancho Pança escrito de Miguel de Cervantes e publicado em 1605


sexta-feira, 8 de maio de 2015

HISTÓRIAS NA PEDIATRIA DO HOSPITAL COVA DA BEIRA





Esta semana, a biblioteca voltou a sair para a secção de pediatria do Hospital Cova da Beira. Embora sem a companhia dos alunos do TAS 13, a conversa foi animada.
Na fotografia, o pequeno Nuno é uma “amostra” das conversas sobre livros.
Com os jovens Afonso e Mafalda, de 13 e 14 anos, falámos de várias obras, desde a clássica Lua de Joana, até à inovadora A bicicleta que tinha bigodes, passando pela coleção de Muchamore, “Cherub”.
Não ficámos indiferentes à cultura leitora de Afonso, que até já leu Dan Brown! Por outro lado, a Mafalda ficou a pensar que talvez gostasse de ler a Lua de Joana ou outra obra da autora Maria Teresa Maia Gonzalez.
A todos desejamos boas leituras!











quarta-feira, 6 de maio de 2015

MIA COUTO EM CASTELO BRANCO


Fronteira, o Festival Literário de Castelo Branco terminou dia 4, com uma homenagem ao escritor moçambicano Mia Couto.
Poderíamos dizer que, num festival em que se pôde refrescar a inteligência e o conhecimento, este foi, talvez, o momento mais marcante.
Começou com a dupla Luísa Vieira e José Rui, vindos de Tondela para dar início à noite com poemas cantados ou simplesmente cantos e sons e palavras, ao jeito africano, em harmonia com o autor homenageado.
Estava instalada a magia da noite.
Tito Couto foi-nos habituando, ao longo do festival, a uma boa disposição e informalidade cativantes e a sua conversa com Mia Couto seguiu esta mesma linha que, parece, é de família.
Na conversa de Mia Couto descortinamos um homem apaixonado pela escrita, mas também pelo seu país, pela vida, pelo mundo.
Segundo Mia, “quando se escreve, o que se quer é atingir o outro” e acrescentou, mais adiante, que “ganhava pátria por via das histórias”, referindo-se ao facto de que “a família é que é a pátria”, quando se viu confrontado com o lado português e o moçambicano.
Referindo-se aos portugueses, salientou “o seu lado trágico do destino” e “a sua atitude filosófica em relação à tristeza” que é “totalmente diferente em Portugal e em Moçambique”.
Tentando explicar de onde lhe veio o gosto pela escrita, referiu seu pai que lhe incutiu a “importância do olhar, do olhar o outro” e o enorme gosto pelos livros. Da mãe, ficaram-lhe as histórias que lhe ouvia todas as noites e que ela criava magicamente.
E afirma sabiamente:

“São pequenas histórias que nos fazem ser qualquer coisa.”


Enfim, muito mais foi dito, numa noite em que as palavras foram o espectáculo!

terça-feira, 5 de maio de 2015

DIA DA LÍNGUA PORTUGUESA E DA CULTURA

A língua portuguesa teve origem no galego-português. Viajou por esse mundo fora, sobretudo na época dos descobrimentos e hoje fala-se em vários territórios espalhados por todo o mundo ( cf. mapa Instituto Camões  http://cvc.instituto-camoes.pt/conhecer/bases-tematicas/historia-da-lingua-portuguesa.html).

Por ser falada em diversas partes do mundo, apresenta muitas variantes internas, o que a torna uma língua muito rica e interessante, sob o ponto de vista linguístico.
Além disso é uma língua muito falada em todo o mundo.
Celebra-se hoje, o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura e a biblioteca da Escola João Franco aconselha uma visita pelo site do Instituto Camões, que tem uma secção inteiramente dedicada à história da língua portuguesa.


segunda-feira, 4 de maio de 2015

A PÁGINAS TANTAS: NOITE DENTRO, MOÇAMBIQUE


Laurent Gaudé.(2014). Noite dentro, Moçambique.ASA

Laurent Gaudé pode ser um escritor pouco conhecido entre nós, portugueses, mas nem por isso é menos interessante.
Noite dentro, Moçambique é uma coletânea de quatro contos: Sangue negreiro, Gramercy Park Hotel, O coronel Barbaque e Noite dentro, Moçambique.
Todos têm um registo narrativo diferente. Vamos falar do primeiro conto.
Em “sangue negreiro”, aborda-se o tema da escravatura, por vezes já esquecido na atualidade, mas ainda tão real. Um navio mercante francês, cuja mercadoria principal era constituída por um grupo de escravos negros é forçado a regressar a França por morte do seu comandante, de modo a que fosse sepultado em solo francês.
Aqui, acontece o inesperado: os escravos fogem do navio mas, após algumas horas, são capturados e a calma restabelece-se. Contudo, ao verificarem melhor, constatam que ainda se encontra um escravo a monte, que ninguém consegue encontrar. No entanto, ele vai deixando as suas marcas em toda a localidade e afeta psicologicamente o novo comandante do navio, que não vive a realidade da escravatura pacificamente.
Eis o primeiro parágrafo do conto narrado na primeira pessoa, o comandante do navio:

 “Observam-me. Assusto-vos. Há na minha tez algo de febril que vos inquieta. Sorrio. Estremeço. Um homem queimado, pensam. Não levanto os olhos. Sobressalto-me muitas vezes, ao mínimo ruído, ao mínimo gesto. Estou ocupado a lutar contra coisas que não veem, nem sequer seriam capazes de imaginar. Lamentam-me, e têm razão. Mas nem sempre fui assim. Era um homem, dantes.”

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O 1º de maio


                                                     
  No dia 20 de junho de 1889, a Internacional Socialista, reunida em plenário, em Paris, decidiu criar um dia que representasse as lutas dos trabalhadores para conseguirem oito horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de maio, em memória das lutas sindicais de Chicago, em 1886. Houve alguns incidentes e manifestações  desde 1886 até 1919, tendo havido alguns manifestantes e sindicalistas mortos e outros condenados ou à pena de morte ou à prisão perpétua.
A 23 de abril de 1919 a França adota as 8 horas de trabalho e estabelece feriado no dia 1º de maio desse ano. A Rússia só adota o 1º de maio como feriado nacional em 1920. Portugal só adota o 1º de maio como feriado nacional em 1974, depois da revolução do 25 de abril desse ano.