sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

A PÁGINAS TANTAS

Adichie, Chimamanda Ngozi,. Americanah. D. Quixote. Hoje trazemos um livro de uma jovem escritora nigeriana que vive, desde os seus 19 anos, nos Estados-Unidos, tendo ganho imensos e honrosos prémios literários desde que começou a escrever romances. A sua obra está traduzida em 31 línguas. Chama-se Chimamanda Ngozi Adichie. Durante um período perturbador de ditadura militar na Nigéria, Ifemelu e Obinze, dois adultos jovens, apaixonam-se e planeiam a vida futura. Nessa altura, muitas pessoas só pensavam em deixar o país e emigrar para outro lugar e o mais rapidamente possível. Ifmelu, jovem talentosa e destemida, partiu para os Estados-Unidos para continuar os seus estudos, deixando todos aqueles que ela muito amava, a sua família e o seu namorado, com quem tinha vivido momentos de entrega afetiva total, inolvidáveis. O seu namorado, um homem muito terno e tímido, planeara ir viver com a sua namorada nos Estados-Unidos. Entretanto acontece o 11 de Setembro de 2001 e o mundo muda e os Estados-Unidos fecham as suas fronteiras à entrada de emigrantes. Desesperado, arrisca tudo e parte para Londres, como emigrante ilegal. Os anos passaram e cada um deles continua a viver sozinho, cada um no seu pedaço de terra, longe da terra natal. Ele enriquece e torna-se um cidadão muito rico e respeitado; ela torna-se autora muito popular de um blogue de elevado sucesso nos Estados-Unidos. Entretanto a Nigéria torna-se um país democrático e eles resolvem regressar à sua terra e reencontrar-se. Começa aí a adaptação a uma nova realidade: eles já não são os mesmos e o seu país também não. O desafio consiste em criar uma nova linguagem com o seu namorado, tentando dar continuidade ao ponto de interrupção da sua relação afetiva, aumentando-a e amadurecendo-a, no mesmo momento em que têm de se adaptar ao seu novo país, muito diferentes, tanto um como o outro, daquilo que a sua memória guardou. É uma estória de amor num tempo atual, politica e socialmente intranquila, insegura, trazendo-nos assuntos como a solidão, o amor, a nacionalidade, a integração social, assuntos que, de um modo ou de outro, às vezes nos tocam à porta.