terça-feira, 26 de março de 2013

O ESTRANGEIRO

O romance O estrangeiro, embora tendo sido publicado em 1942, continua a ser atual, por abordar o tema da diferença, neste caso, a nível do intelecto. O espírito humano de cada ser varia, podendo mesmo distanciar-se daquilo que é comummente tido como norma. É precisamente o que acontece com o protagonista de O estrangeiro, o qual, não sendo um verdadeiro estrangeiro, é um estranho para os outros. Tudo começa quando recebe a notícia da morte da sua mãe com uma naturalidade tal que o impede de manifestar tristeza através do choro, forma esta vulgar de aparentar tristeza. A partir daqui, somos confrontados com uma série de acontecimentos em cadeia que conduzem a um final totalmente inesperado, sobretudo porque o homem do nosso romance, não só não chora no funeral da sua mãe, como o comum dos mortais, como também não é capaz de mentir ou mesmo de contornar um pouco o relato dos acontecimentos. É, pois, de facto, um estranho, ou estrangeiro, como lhe chamou Albert Camus, não deixando nenhum leitor indiferente ao seu destino. Apesar do seu conteúdo denso, trata-se de uma narrativa simples e fácil de ler, que apela à reflexão dos valores morais sociais. Será que são sempre justos? O ser humano deve reger-se sempre por normas de conduta socialmente aceites ou poderá ser diferente? Estas são questões para pensar.

quarta-feira, 20 de março de 2013

A PÁGINAS TANTAS

Estando em tempo de férias, resolvemos aconselhar os mais jovens. Fomos às prateleiras e o resultado é o que se segue. Se ainda não gostas de ler e tens 12 anos ou mais, podes experimentar a colecção “O recruta”; a responsabilidade é minha! Gostar, adorar é garantido! Convém começar pelo primeiro volume, O recruta, mas se não for possível, depressa se apanha o ritmo. Ainda para aqueles que não descobriram o prazer que a leitura dá, A lua de Joana da famosíssima escritora portuguesa Maria Teresa Maia Gonzalez é obrigatório. Quem ainda não leu, faça o favor a si próprio de o fazer! Esta escritora juntou-se com a Margarida Fonseca Santos e nasceu uma nova colecção: “As aventuras de Colombo”. Este é, nem mais nem menos do que um pombo, mas um pouco diferente do habitual: já reformado, tem muitas histórias para contar aos seus amigos pombos e é precisamente o que faz, relatando histórias incríveis da ilha Malu-ka, onde viveu, e dos seus monarcas e súbditos. Tudo muito incrível e cativante. Os contos de Eça de Queirós foram a inspiração de Luísa Ducla Soares para a sua obra intitulada Seis contos de Eça de Queirós recontados por Luísa Ducla Soares. São todos diferentes, no seu estilo, de leitura fácil, e as histórias são todas cativantes. Um livro com poucas páginas e muitas surpresas. Para quem é aficionado de coisas históricas, o escritor e ilustrador português Pedro Seromenho escreveu o livro 900 – história de um rei, sobre o nascimento da nação portuguesa e Afonso Henriques. Garanto que também é o máximo! O escritor chileno Luis Sepúlveda lembrou-se de escrever sobre o tema da amizade e de como ela ultrapassa todas as diferenças. Aassim nasceu o romance História de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar. Como o título mostra, um gato e uma gaivota, diferentes como são, podem ser mesmo amigos! Uma ternura e uma beleza de romance. É urgente lê-lo. O Bruno Santos, escritor e ilustrador português, escreveu O pássaro em branco e outras histórias, que Senhor de Si ilustrou. Aconselhado para maiores de 10 anos, as suas histórias, embora não sendo fáceis, são muito interessantes e fazem pensar. Consegues adivinhar “O que faz um pássaro de olhos fechados a voar ao sabor da pena?” Não? Então tens mesmo de ler este livro! E por último, para os mais pequenos, do mesmo autor, A lesma constipada é uma história muito bem-disposta sobre uma pobre lesma que tinha frio, pelo que desejava arranjar uma casa. Será que consegue? E pronto, meus amigos, estas são algumas sugestões minhas, mas, é claro, se forem a uma biblioteca, a perdição é total! É que livros lindos, lindos, há mesmo muitos, basta a difícil tarefa de escolher e a fácil tarefa de requisitar!

sexta-feira, 15 de março de 2013

MAR EM CASABLANCA

Mar em Casablanca é um romance policial. No entanto, contém uma grande componente psicológica e afetiva que estabelece uma forte ligação entre o leitor e a história, entre o leitor e a personagem de Jaime Ramos, o detetive. O aparecimento do cadáver de um homem no Palace de Vidago origina uma investigação complexa que transporta o protagonista, Jaime Ramos, numa viagem de regresso ao seu próprio passado, onde se cruzou, em Angola, durante o período da guerra colonial, com algumas das personagens que, no tempo presente, estão relacionadas com a sua investigação. A narrativa alterna, pois, tempos diferentes, entre passado e presente, numa confluência de sentimentos e emoções, onde as relações amorosas também acontecem, adensando as histórias. Tudo se complica quando aparece um novo cadáver numa propriedade do Douro, mas Jaime Ramos, ajudado pelo seu paciente e fiel Isaltino, percorre uma linha de descobertas sucessivas que o levam a várias conclusões. Mar em Casablanca, de José Mário Viegas é uma leitura em português que, tenho a certeza, o seduzirá. É mesmo isto: uma leitura sedutora.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Exposição de Trabalhos na BECRE

A BECRE tranfigurou-se! Para melhor, claro! O conto de José Saramago "O conto da ilha desconhecida" e o conto de Vergílio Ferreira, "A estrela" foram o mote perfeito para a elaboração dos trabalhos expostos que apresentamos. De ver e rever e ... Para ver e rever!

CONCURSO DE LEITURA DO 2º CICLO

Eis as fotografias que ilustram os momentos únicos do Concurso de Leitura do 2º ciclo do Agrupamento de Escolas do Fundão. Parabéns aos vencedores: Gonçalo Ramalho, do 5º E e Catarina Mendes, do 6º E.

sexta-feira, 1 de março de 2013

AINDA OUTRA APRECIAÇÃO CRÍTICA

A obra A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar retrata a história de Zorbas e Ditosa. Depois de Kengah ter sido apanhada por uma maré negra, teve de deixar a sua cria, a Ditosa, aos cuidados de um gato grande, preto e gordo que conhecera antes de morrer. Por fim, com a ajuda dos seus amigos, Zorbas cumpriu todas as promessas. Eu gostei muito desta obra. No princípio, achei um pouco infantil e cansativa, pois parecia que a história não evoluía muito ao longo dos capítulos que lia, mas depois de “mergulhar na história” e a trabalhar na aula, comecei a olhá-la com outros olhos e percebi que não era qualquer um que percebia a moral da obra. A personagem que mais apreciei foi Zorbas, o gato grande, preto e gordo. Ele abdicou do seu tempo para ajudar a gaivota a crescer saudável. O vocabulário usado é adequado à nossa idade. Penso que a obra tem como objetivo transmitir às pessoas que a leem que não devem promover o racismo. Ao contrário do que acontece na atualidade, o gato e a gaivota, apesar de serem de espécies muito diferentes apoiaram-se um ao outro, ou seja, não houve “racismo animal”. No tempo atual, os humanos, infelizmente, julgam-se uns aos outros por serem diferentes. Aconselho esta obra a leitores dos “ 8 aos 80”. No início pode parecer “secante” mas se pensarmos que é realmente um bom livro, começamos a perceber os verdadeiros valores e a moral que pretende transmitir.

APRECIAÇÃO CRÍTICA

A obra A história de uma gaivota e do gato que a ensinou a voar retrata a história de um gato com três promessas para cumprir e de como as cumpre com a ajuda e apoio dos seus amigos. Eu gostei muito do livro, porque tem vocabulário adequado à nossa idade e episódios marcantes na vida de um gato, como ensinar uma gaivota a voar, chocar um ovo, quebrar o tabu dos gatos ao falar com um humano, entre outros muito divertidos e emocionantes… Penso que esta obra é atual, pois refere alguns problemas na vida dos humanos, como a poluição ou o racismo. Gostei muito desta obra e aconselho a sua leitura, pois retrata o quão importante é a amizade e a solidariedade para com os outros, que não devemos ser racistas, nem poluir o ambiente. Núria Guedes, 7ºF, nº19

PARA MIM ESCREVER É...

Quando temos ideias, Ideias a abarrotar, E sem ninguém para contar, É no papel que vamos desabafar. Em casa ou na escola, De noite e de dia, É só mergulhar, No mundo da fantasia. É muito fácil de fazer, Basta ter imaginação, E se tiver dificuldade, Peço ajuda ao coração. Escrever, escrever sem parar, Até é divertido, Basta pensar, pensar, pensar, Que no papel tudo será decidido! Maria Matos, 7º C